A Câmara Municipal de Moura promove, até 30 de abril, a exposição “Reflexos de Tempos Suspensos”, da autoria do pintor Francisco Chinita. A mostra estará patente ao público na Galeria do Espírito Santo, em Moura, com entrada gratuita.
Natural de Évora, onde nasceu em dezembro de 1961, Francisco Chinita construiu um percurso artístico marcado por uma constante evolução técnica e estética. Iniciou-se no desenho e na pintura, passando pelo Surrealismo nas décadas de 1980 e 1990. Em 2005, atingiu uma fase de maior expressão através do Expressionismo Abstrato, explorando materiais como colagens, argamassas, óleos e acrílicos sobre tela, numa abordagem de libertação criativa.
Nos últimos anos, o artista tem-se dedicado ao Realismo e ao Hiper-realismo, assumindo esta mudança como um desafio pessoal. Afastando-se da linguagem onírica do surrealismo, Chinita procura agora recriar uma nova ilusão de realidade, alinhando-se com uma corrente artística que surgiu nos Estados Unidos e na Europa no final do século XX e que continua a afirmar-se no panorama internacional.
O seu trabalho, desenvolvido sobretudo em óleo e grafite, revela um forte domínio do desenho — que considera a base de todas as técnicas artísticas — e uma procura contínua pela perfeição anatómica e rigor visual. Como retratista, desenvolveu técnicas próprias a grafite que se aproximam da precisão fotográfica, numa evolução natural para a pintura a óleo.
Em 2016, publicou “O Livro do Pintor”, considerado o primeiro tratado de pintura escrito em Portugal, assumindo-se como uma obra de referência para artistas e estudantes.
A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 09h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h30, na Galeria do Espírito Santo, em Moura.
