Carta Aberta critica afastamento de diretores no Teatro do Bairro Alto e Museu do Aljube

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Quatro centenas de pessoas, sobretudo personalidades da área da cultura, manifestam-se contra o afastamento dos atuais diretores do Teatro do Bairro Alto e do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, em Lisboa, numa carta aberta entretanto divulgada.

Em causa está a decisão da empresa municipal EGEAC – Lisboa Cultura de não reconduzir o diretor artístico do Teatro do Bairro Alto, Francisco Frazão, e a diretora do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, Rita Rato.

A Carta Aberta pela Cultura em Lisboa é dirigida ao presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas (PSD), e critica o afastamento de Francisco Frazão e de Rita Rato “sem que tenha sido dada qualquer justificação”, considerando que “ambos dirigiram de forma exemplar” os equipamentos municipais da EGEAC de que eram responsáveis.

Afirmando que o Teatro do Bairro Alto e o Museu do Aljube são “equipamentos fundamentais para a cidade de Lisboa e para o país”, os subscritores da carta aberta, que junta já 400 pessoas, reforçam que tanto Francisco Frazão como Rita Rato promoveram “uma programação de excelência que superou as melhores expectativas e é esta segunda-feira amplamente reconhecida nacional e internacionalmente pela comunidade artística, cultural, científica e educativa”.

Na perspetiva dos signatários, o afastamento destes dois diretores é “um exercício de autoridade, procurando, com base numa visão ideológica estreita, domesticar e diluir os projetos que construíram nos respetivos equipamentos com as suas equipas, interrompendo e comprometendo as suas estratégias de médio e longo prazo”.

Os subscritores referem ainda que Francisco Frazão e Rita Rato foram escolhidos através de um processo de recrutamento público, enquanto as pessoas que irão substituí-los foram nomeadas diretamente pelo Conselho de Administração da EGEAC.

Fonte: Observador
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