“Transbordo – Luanda: de várias Luandas” em exposição na Fundação Bienal de Cerveira

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A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) inaugura, no dia 7 de março de 2026, às 16h00, o seu 3.º ciclo expositivo com a exposição “Transbordo – Luanda: de várias Luandas”, integrada no programa das cidades convidadas. Com curadoria de Edna Bettencourt e Paula Nascimento, a mostra propõe uma reflexão plural sobre Luanda, explorando múltiplas narrativas, geografias e identidades através do trabalho de dez artistas angolanos.

Este novo ciclo integra-se no biénio 2025–2026, subordinado ao tema “Territórios sem Fronteira”, que toma o “transbordo” como metáfora de circulação, encontro e transformação. Segundo a diretora artística da FBAC, Mafalda Santos, o título evoca o ato de passagem de viajantes ou mercadorias entre lugares, funcionando como fio condutor do programa e estabelecendo pontes entre Luanda e outras cidades convidadas, como foi Santiago de Compostela em 2025.

Participam na mostra os artistas Banga Coletivo (Katia Mendes Jimba e Yolana Lemos), Dreça Manuel, Flávio Cardoso, Gegé M’bakudi, Irene A’mosi, Lilianne Kiame, Magno Daniel, Resem Verkron, Vunda e Wyssolela Moreira, cujas práticas dialogam com diferentes experiências urbanas, sociais e simbólicas da capital angolana. “Luanda é uma cidade em constante transformação, feita de ritmos, ruturas e memórias que persistem. Nesta exposição, olhamos para a cidade contemporânea para além dos estereótipos, convocando artistas que revelam as complexas dinâmicas sociais, os encontros e desencontros e a resistência do povo angolano”, sublinham as curadoras.

 

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