A Fundação Júlio Pomar, criada há vinte anos para guardar e divulgar a obra do artista, entregou todo o património que detinha ao Atelier-Museu, em Lisboa, e deverá ser extinta até ao fim do ano, segundo o seu presidente.
Inaugurado em 2013 no centro histórico de Lisboa, o Atelier-Museu Júlio Pomar, dirigido pela curadora Sara Antónia Matos, foi criado pela CML sob gestão da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural – Lisboa Cultura para exibir, divulgar e estudar a obra do artista, composta por pintura, escultura, cerâmica e colagens.
Ao longo de mais de uma década, o museu tem vindo a receber entre oito mil a dez mil visitantes por ano, e tem realizado exposições fora de Lisboa, nomeadamente no Porto, Foz Côa, Anadia, Arraiolos, Viana do Castelo, Loures e Torres Vedras.
O imóvel onde está instalado o museu, um antigo armazém do século XVII, próximo da Igreja de Nossa Senhora de Jesus, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa em 2000 com o objetivo de o recuperar para ali instalar o espaço dedicado ao estudo e divulgação da obra do artista.

