Exposições celebram 27º aniversário da inscrição do Côa na UNESCO

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O Museu do Côa vai acolher as exposições “Cartografia da Pós Saudade” e “Mónada – Do rio até ao Mar” para assinalar o 27.º aniversário da inscrição da Arte Côa no Património Mundial da UNESCO.

A mostra “Cartografia da Pós Saudade”, do artista Ricardo de Campos, reflete sobre a despersonalização do indivíduo, afastado de si mesmo e da natureza.

Segundo a apresentação da mostra, que tem a curadoria de Ana Costas, esta “incide nas paisagens desoladas e de uma calma aparente, evocam a serenidade das antigas pinturas japonesas, o instante suspenso no olho do furacão ou na antecâmara do desastre natural”.

A outra exposição, “Mónada – do Rio até ao Mar”, de Araújo Zilhão, propõe “uma travessia entre o íntimo e o infinito numa constante inquietação na busca pela humanidade: Perante a vida e o outro. Perante a arte e as modalidades. Perante o espírito uno e as perceções globais e alienadas”.

Inspirando-se no conceito de base de “Mónada” – uma substância una, indivisível -, o artista parte da ideia de que cada ser é um universo autónomo que reflete todos os outros, criando uma série de obras que exploram a solidão, o espanto e a interligação invisível e inconformada entre o humano e o mundo.

Como uma imensa galeria ao ar livre, o Parque Arqueológico do Vale do Côa ocupa 20 mil hectares de terreno que estão distribuídos pelos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Mêda, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, a que se junta o concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, com manifestações de arte rupestre.

Quando da criação deste parque, em agosto de 1996, foram identificadas 190 rochas com arte rupestre. Atualmente há 1511, das quais 38 são pintadas, o que representa um total de 15.661 motivos identificados, em mais de uma centena de sítios distintos, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há cerca de 30 mil anos, num ciclo artístico que nunca foi interrompido.

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