Fábrica do Inglês em Silves reabre Museu da Cortiça e um ‘boutique’ hotel

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A Fábrica do Inglês, em Silves, no Algarve, complexo de animação cultural encerrado em 2010, vai ser reabilitada para reabrir o Museu da Cortiça, que ali existia, e um hotel de charme, anunciaram os compradores.

O complexo foi adquirido pelas promotoras imobiliárias Antrix e a Carvoeiro Branco, que preveem reabilitar os edifícios históricos, reabrir o Museu da Cortiça e criar um ‘boutique’ hotel com 50 quartos, ao abrigo de um investimento de 25 milhões de euros, lê-se num comunicado.

As obras, que deverão iniciar-se em 2026, com um prazo de conclusão estimado de dois a três anos, contemplam a reabilitação e revitalização do complexo do século XIX incluindo o antigo chalet, que será recuperado para continuar a funcionar como casa de chá.

A Fábrica do Inglês foi construída em 1894 como uma unidade de transformação da cortiça. Em 1908, Victor Sadler, cidadão britânico, é contratado para a gestão da unidade fabril, ficando para sempre associado à sua identidade e à origem do nome “Fábrica do Inglês”. Após o encerramento da atividade industrial, o complexo foi reabilitado e, em 1999, abriu ao público como Museu da Cortiça. Nos anos seguintes, acolheu também concertos, exposições e eventos culturais, reforçando o seu papel como centro cultural dinâmico.

A unidade manteve-se ativa durante vários anos após a sua reconversão, mas acabaria por encerrar em 2010, na sequência da insolvência da empresa gestora. O espaço foi classificado como Monumento de Interesse Municipal e foi proposta a sua classificação como Monumento de Interesse Público (MIP), processo que nunca ficou concluído.

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