
A partir de 25 de outubro, a galeria principal do museu da Gulbenkian irá receber a exposição “Veneza em Festa. De Canaletto a Guardi”, os mestres da pintura veneziana do século XVIII, numa exposição realizada em colaboração com o Museu Thyssen-Bornemisza, de Madrid, em Espanha.
O novo projeto de encontro de obras, baseado nas afinidades das coleções das duas instituições culturais ibéricas, inicia-se em Lisboa, e terá continuidade em Madrid no início de 2025.
Pintores venezianos como Canaletto, Guardi, Bellotto e Tiepolo, autores de algumas das mais brilhantes composições do seu tempo, encontram-se entre os artistas selecionados para esta exposição.
Nas várias obras “será possível encontrar os temas das celebrações realizadas na Sereníssima, as ´vedute´, vistas panorâmicas de um determinado local, e os ´capricci´, arquiteturas fantasistas fruto da imaginação dos artistas locais, todas elas motivos festivos”.
Poucos dias antes, a 11 de outubro, a Gulbenkian irá também inaugurar no átrio do edifício a exposição “Narrativas do Eu. Entre o Público e o Privado”, tendo como ponto de partida a Coleção de Livros de Artista e edição independente da própria Biblioteca de Arte.
A exposição reflete a investigação desenvolvida no âmbito do projeto do Instituto da História da Arte/NOVA SEED-Project “Narrativas do Eu em Livros de Artistas Mulheres”.
Estabelecendo a ponte entre a História da arte contemporânea e os estudos de género, a mostra – patente até 17 de março – reflete sobre “a forma como as práticas artísticas feministas na área dos livros e edições de artista contribuem para a emancipação das ´subjetividades femininas´, dando particular ênfase a discursos heterodoxos autorretratísticos e autobiográficos”.
Em relação à exposição “Dança não dança. Arqueologias da nova dança em Portugal”, será apresentada entre 08 de novembro e 25 de fevereiro de 2025, na galeria do piso inferior da Gulbenkian, propondo-se “percorrer o século XX e início do século XXI com o corpo, acompanhando diferentes manifestações de dança que refletem e problematizam o seu tempo”.
“Dança não dança” corresponde à sétima edição do projeto “Para uma Timeline a Haver — Genealogias da Dança como Prática Artística em Portugal”, iniciado em 2016, que procura investigar a Nova Dança Portuguesa, e “mapear as histórias da dança que permanecem ausentes das narrativas da história da arte e da história cultural no país”.
Ao longo das sete salas que compõem a galeria, vão “vislumbrar-se danças que, por um lado, circunscrevem a vontade de criação de uma cultura de dança e, por outro, uma vontade de renovação”, aponta.
A exposição prolonga-se num livro e num programa de revisitações e novos trabalhos coreográficos.
Em setembro está prevista a reabertura ao público do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Gulbenkian com várias exposições e um programa de artes performativas, após uma remodelação da autoria do arquiteto japonês Kengo Kuma, anunciou a Gulbenkian em fevereiro deste ano.
