Ministra da Cultura vai ser ouvida no Parlamento a 03 de julho sobre património

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A ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, vai ser ouvida no parlamento a 03 de julho, sobre a eventual devolução de bens às ex-colónias portuguesas e sobre as exonerações e nomeações de responsáveis pelo património cultural.

Esta audição parlamentar resulta de dois requerimentos apresentados em maio pelo Chega e pelo PS, este com caráter de urgência.

O grupo parlamentar do Chega apresentou um requerimento “para perceber se o Governo está a desenvolver algum tipo de esforço no sentido de proceder a reparações históricas monetárias ou de qualquer outra natureza” às ex-colónias portuguesas.

Em entrevista ao Observador, em novembro, Dalila Rodrigues, que era então diretora do Mosteiro de Jerónimos e da Torre de Belém, defendeu ser “fundamental assumir o imperativo da restituição de bens apropriados, independentemente das condições da sua receção”.

O requerimento do PS, para “audição urgente” da ministra da Cultura, diz respeito “às “precipitadas exonerações” de dirigentes da empresa pública Museus e Monumentos e do instituto Património Cultural e às nomeações para o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém.

Em maio, Dalila Rodrigues classificou de “desastrosa” a reforma levada a cabo pelo anterior Governo na área do património cultural, ao extinguir a Direção-Geral do Património Cultural e criar duas novas entidades: A Museus e Monumentos EPE e o Património Cultural IP.

Na opinião dos deputados socialistas, por um lado, a postura da tutela contraria “as boas práticas, exemplos e bons resultados que modelos semelhantes têm noutros países”, por outro, as declarações proferidas são “extemporâneas, uma vez que este modelo tem apenas cinco meses” de aplicação.

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