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Arqueólogos opõem-se a protocolo entre CCDR-LVT e Faculdade de Letras sobre património

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Centro de Arqueologia Ourique

O Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STArq) manifestou-se este sábado contra o recente protocolo entre a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa relativo a intervenções no património arqueológico.

Os arqueólogos argumentam que, nos termos do documento, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) “passa a desempenhar funções que a lei consagra ao Estado, através dos organismos tutelares do setor da Arqueologia”, conforme o comunicado divulgado pelo SATArq.

Os termos do “contrato de cooperação”, anunciados na passada quarta-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), garantem “a cooperação na pronúncia sobre pedidos de autorização para a realização de trabalhos arqueológicos, assim como dos respetivos relatórios e no acompanhamento dos trabalhos”.

Segundo a CCDR-LVT, este protocolo “permitirá, ainda, a construção de um plano regional de intervenções prioritárias, em matéria de salvaguarda do património arqueológico, bem como os programas para a sua conservação, restauro e valorização.”

O “contrato de cooperação” entre a CCDR-LVT e a FLUL processa-se através do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ) e surge no contexto da transferência para as CCDR, em 01 de janeiro deste ano, das competências das antigas Direções Regionais de Cultura, no âmbito da reorganização da área do património cultural, empreendida pelo anterior governo, que o atual quer rever, como expresso no seu programa.

Para os arqueólogos, “a concretização do contrato” com o UNIARQ representa a transferência para instituições externas das competências que a legislação na área do património cultural atribui aos organimos do Estado, nomeadamente “proteção, salvaguarda, valorização e divulgação do Património Arqueológico”, dando “um enorme golpe” no setor, “acentuando o desmantelamento e o enfraquecimento do Estado e da sua obrigação de gestão da atividade arqueológica”.

Fonte: Observador

 

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