
O presidente da entidade Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, considerou, esta segunda-feira, que a assinatura de um protocolo com municípios e Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) para introduzir arte contemporânea no caminho português de Santiago será determinante para atingir o objetivo de classificar o percurso como património da Unesco.
O acordo configura o primeiro passo para a concretização do “Caminho da Arte”, um projeto da Lionesa – Associação de Arte, Cultura e Turismo que visa chamar artistas de renome nacional e internacional a embelezar o trajeto de 261 quilómetros trilhado pelos peregrinos entre a Sé do Porto e a Catedral de Santiago de Compostela.
Segundo a arquiteta Paula Silva, coordenadora do projeto, o objetivo é começar a implementar “as primeiras obras de arte ou peças arquitetónicas [no percurso] ainda em 2023 e concluir o “Caminho da Arte” em 2027, próximo Ano Jacobeu”.
Após a celebração do protocolo do lado português esta quinta-feira, tendo como parceiros a TPNP, a DRCN e os municípios de Esposende, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valença, Viana do Castelo, Vila do Conde e Vila Nova de Cerveira, será de seguida assinado um outro acordo semelhante envolvendo o Turismo da Galiza. A ideia é agregar parcerias em torno do caminho no território galego, compreendido entre Tui e Santiago de Compostela.
A iniciativa será, entretanto, candidatada a fundos europeus (POCTEP, INTERREG e Portugal 2030) e também aberta à captação de mecenato.
Fonte: JN
