
O primeiro ano de atividade da “lotaria instantânea” do Património rendeu um total de seis milhões de euros em resultados líquidos ao Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, indicou hoje fonte oficial à agência Lusa.
De acordo com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), foi este o valor arrecadado pelos bilhetes da chamada “raspadinha do património”, com valor facial de um euro, vendidos entre 18 maio de 2021 e 18 de maio deste ano.
Segundo a mesma fonte, parte deste montante — 1,2 milhões de euros — foi aplicado no projeto de Instalação do Núcleo Arqueológico e de Recuperação dos Claustros Superior e Inferior da Sé Patriarcal de Lisboa, que continua a decorrer.
Ainda segundo a mesma fonte, está prevista e calendarizada, para 2022-2023, “uma intervenção de reabilitação das coberturas no Mosteiro de Santa Marinha da Costa/Igreja Paroquial da Costa”, em Guimarães, no valor global de 550,5 mil euros.
A “lotaria instantânea” do Património ficou disponível a partir de 18 de maio de 2021, Dia Internacional dos Museus, um ano depois do previsto, segundo a tutela, devido à sua complexidade, com o objetivo de angariar verbas para o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural (FSPC).
A Lotaria do Património Cultural, que chegou a ser anunciada para 2020, foi inscrita no Orçamento do Estado de 2021, para ajudar a responder a “necessidades de intervenção de salvaguarda e investimento”, em património classificado ou em vias de classificação, segundo as prioridades definidas pelo Governo para 2021.
Além de servir para angariar verbas para reforçar o FSPC, como disse a então ministra da Cultura Graça Fonseca, a Lotaria do Património Cultural tem também o objetivo de “envolver todos” os cidadãos no património.
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Fonte: Observador

