
“Clamor da Maré Cheia” é o título da exposição da artista Cristina Rodrigues. No jardim do Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, estão 12 esculturas de barcos e redes de pesca que representam a odisseia marítima.
A artista tem vindo a trabalhar a temática marítima desde há muito. Já antes, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco tinha apresentado na exposição “Travessia” onde refletia sobre o drama dos refugiados que fazem a travessia do mediterrâneo.
Cristina Rodrigues, que foi também ela uma emigrante, ouviu para o efeito, durante 20 meses dezenas de migrantes vindos “da América Central, da América do Sul e de África que decidiram ir viver para a cidade de Madrid”, explicou na altura a artista à Renascença.
Agora, em Lisboa, nos jardins do Museu de Arqueologia volta ao tema do mar, mas para olhar para ele enquanto local de trabalho. As esculturas mostradas “são fruto de uma reflexão antropológica da autora sobre a odisseia humana. Em Lisboa, as peças compostas representam o Homem como explorador que criou um objeto capaz de atravessar o mar rumo ao desconhecido”, refere o comunicado sobre a exposição.
Esta mostra apresentada no Mosteiro dos Jerónimos faz parte de uma exposição com vários núcleos. A primeira parte foi apresentada em Vila do Conde e terá, depois de Lisboa, mais duas apresentações, nomeadamente no Mosteiro de Santo André de Ancede, em Baião, no dia 25 de julho e no Fórum Cultural de Ermesinde, a 31 de julho.
Fonte: RR
