
A Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS), que abrange sete concelhos raianos, lançou o projeto “Vai dar Raia”, uma iniciativa que quer reavivar memórias do contrabando e dos passadores na região de fronteira.
“Este projeto pretende colocar em evidência aquele que se considera ser um significativo e apelativo património identitário e cultural do território, baseado nos acontecimentos históricos que se encontram enraizados nesta região, sendo um património de elevado potencial imagético e turístico, pleno de experiências sociais e capaz de despoletar vários sentimentos”, explicou à Lusa o secretário-geral da AMDS, Nuno Trigo.
Segundo o mesmo responsável, um território faz-se das suas pessoas, das ruas raízes e tradições, mas faz-se também dos eventos que acolhem os projetos e a sua capacidade de unir esforços entre os seus municípios e outras instituições, para que as iniciativas programadas “se possam realizar com sucesso”.
“A operação ‘Vai dar Raia’, tem como objetivo geral apoiar a qualificação e valorização dos ativos histórico-culturais com vocação turística do território, contribuindo para o enriquecimento da oferta turística da região do Norte, promovendo o acesso à cultura para a criação de novos públicos, nomeadamente através de eventos que envolvam toda a comunidade e se tornem um referencial na região”, concretizou Nuno Trigo.
Nesta iniciativa vão ser investidos 300 mil euros comparticipados a 85% por fundo do Programa Oracional do Norte.
Fonte: Voz de Trás os Montes
