
A Câmara Municipal de Albufeira apresentou o Programa Estratégico de Reabilitação Urbana de Paderne o qual prevê um investimento de 25,6 milhões de euros, ao longo de 10 anos.
Um dos pontos centrais é a reabilitação de antigos edifícios para novos usos, como a criação de um posto de turismo, na Rua 5 de Outubro, do Museu do Barrocal, na Rua Miguel Bombarda, ou de um hotel rural, o primeiro da aldeia de Paderne.
Por agora, o plano está agora em discussão pública até 7 de Junho e todos podem dar o seu contributo.
Depois, haverá as aprovações nos órgãos autárquicos, o que faz com que José Carlos Rolo estime que «só em 2022 é que possa começar com algumas obras no terreno».
De todos os projetos previstos, o mais antigo, já com mais de uma dezena de anos, é o do Museu do Barrocal, que deveria ser instalado num edifício no centro da aldeia, construído no século XIX, onde funcionou uma mercearia, uma farmácia, uma fábrica de chapéus e alfaiataria, tendo até, durante a I República, acolhido uma loja maçónica. Durante mais de meio século foi a sede do Padernense Clube, casa da banda filarmónica local, criada em 1858.
O projeto do Museu do Barrocal foi encomendado, em 2009, ao arquiteto Álvaro Siza Vieira, prémio Pritzker de Arquitetura em 1992. Desidério Silva, presidente da Câmara de Albufeira na altura, salientava querer criar um «efeito Siza», só por si «altamente motivador» de uma visita a Paderne.
O custo total previsto desse ecomuseu era de cerca de 2,4 milhões de euros, incluindo 260 mil para a encomenda ao conceituado arquiteto portuense.
Em Março de 2010, Idalina Nobre, responsável pelo Museu Arqueológico de Albufeira, lançou o livro “Um olhar sobre o Museu do Barrocal”, onde descrevia a instalação e o espólio a incluir nesse futuro espaço.
Apesar desse início auspicioso, até agora o projeto do Museu do Barrocal não foi ainda concretizado, em Paderne.
Fonte: sul Informação
