Associação ambiental propõe alternativas para a ampliação do Museu de Serralves

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Serralves

A Campo Aberto — associação de defesa do ambiente propôs hoje que, em alternativa à construção de um novo edifício na área verde da Fundação de Serralves, seja criado um novo polo numa zona mais desfavorecida da cidade do Porto.

A Campo Aberto manifesta “preocupação” com a intenção, por parte da Fundação de Serralves, de aumentar a área construída do seu Museu de Arte Contemporânea, numa ampliação que implica “a perda de 789 metros quadrados (m2) de solo permeável do seu jardim e quase certamente compromete a vida de 13 azinheiras adultas cujo valor botânico e ambiental excecional tem sido sublinhado”.

“Sugerimos a reabilitação, como novo polo de presença de Serralves, de um edifício pré-existente numa localização mais desfavorecida da cidade, como por exemplo na zona oriental, criando uma nova atratividade cultural e económica em local mais necessitado de investimento”, refere a associação.

Segundo a Campo Aberto, esta medida poderia articular-se com os projetos da Câmara do Porto para “a redinamização da zona oriental — ajudando a ultrapassar uma discriminação que tem feito dela um parente pobre da cidade –, nomeadamente no âmbito da reabilitação do antigo Matadouro Municipal, ou em local equivalente onde não seja preciso impermeabilizar mais solos ou derrubar árvores plenamente desenvolvidas”.

A conjugação de esforços entre a Fundação de Serralves e a Câmara do Porto “permitiria simultaneamente alargar a capacidade de oferta cultural do Museu e fomentar a atratividade turística, cultural e económica de outras zonas da cidade que têm sido menos favorecidas. A medida ofereceria também a possibilidade de evitar a impermeabilização de mais solo urbano, já tão escasso na cidade do Porto, e a destruição desta parcela significativa do jardim de Serralves”, sustenta.

Em comunicado, a associação ambientalista considera ainda “oportuno, atendendo à inegável função pública do parque verde de Serralves e ao investimento desde há muito nele feito — e na Casa — por parte do Estado, que a Fundação pondere a possibilidade de pelo menos ampliar a um maior número de dias o acesso gratuito dos munícipes ao parque”.

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Fonte: Observador

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