Nova fase de conservação e restauro do Mosteiro dos Jerónimos com verba de 460 mil euros

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Mosteiro dos Jerónimos

O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, vai iniciar uma nova fase de obras de conservação, a decorrer até 2022, garantida por um protocolo a assinar quinta-feira entre a Direcção-Geral do Património Cultural e a World Monuments Fund Portugal.

Segundo um comunicado da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), o protocolo é assinado pelas 15h30 no mosteiro e vai permitir um investimento de 460 mil euros, destinando-se à “conservação e restauro das superfícies pétreas dos paramentos exteriores e terraços em pedra da igreja que envolvem as zonas dos transeptos, do cruzeiro e da capela-mor, a par da conservação do património integrado, como é o caso dos vitrais e janelas localizadas na área em questão”.

Uma intervenção que “faz face ao problema urgente da alteração e decaimento das pedras da igreja”, suportada financeiramente por um grupo de mecenas, reunido pelo World Monuments Fund Portugal (WMF-P) e constituído pela Brisa, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Millennium bcp, Fundo Robert Wilson, Prozis e a REN.

Segundo a DGPC, o Plano de Conservação e Restauro das abóbadas da igreja do mosteiro inclui obras exteriores e interiores “programadas para o período 2012-2022”.

O Mosteiro dos Jerónimos ou de Santa Maria de Belém foi mandado construir pelo rei Manuel I, celebrando a concretização do caminho marítimo para a Índia, em 1498.

Considerado uma obra-prima da arquitectura portuguesa, iniciada nos primeiros anos do século XVI, o monumento consta da lista do Património Mundial da UNESCO desde 1983, e “é apontado como a “jóia” do [estilo arquitectónico] manuelino”, que associa “uma simbologia régia cristológica e naturalista” aos elementos do estilo gótico final, “que o torna único”.

Fonte: Público

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