
A Fundação Marques da Silva (FMS) quer construir um novo Centro de Documentação, projetado por Álvaro Siza Vieira, para acolher o espólio pessoal e profissional de alguns dos mais conhecidos arquitetos portugueses.
O ponto de partida para o novo espaço, que tem um orçamento estimado em quatro milhões de euros, será a assinatura do protocolo entre a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e a FMS, a 13 de março, que determina a fusão dos arquivos das duas instituições. O edifício precisará, idealmente, de três anos para ser edificado e para esse fim será lançada uma campanha de mecenato e de candidaturas a fundos europeus.
O projeto será desvendado no dia da assinatura e, caso as expectativas de financiamento se cumprirem, será construído nos jardins do palacete da Fundação, na Praça do Marquês. “Já não temos capacidade nas instalações para mais acervos e então tomámos esta decisão de nos expandirmos e sermos o maior centro de documentação do país”, explica ao JN Fátima Vieira, presidente da FMS e vice-reitora da Universidade do Porto. Atualmente, o espólio está distribuído por diferentes edifícios e a sua concentração permitirá a conservação de um acervo que reúne trabalhos de 50 arquitetos. Entre eles estão nomes sonantes como Fernando Távora, José Carlos Loureiro, Arménio Losa, Viana de Lima, Alcino Soutinho ou Hestnes Ferreira. O arquivo inclui documentos relacionados com obra arquitetónica, mas ainda coleções de arte e património construído.
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Fonte: JN
