Candidatura do Tarrafal a Património da Humanidade com apoio português

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Tarrafal

Os governos de Portugal e de Cabo Verde acertaram, em Lisboa, os detalhes da cooperação técnica portuguesa à candidatura do antigo Campo de Concentração do Tarrafal a Património da Humanidade, que avança em 2021.

Trata-se da segunda candidatura de Cabo Verde à UNESCO, depois de em dezembro aquela organização ter proclamado a morna, género musical típico cabo-verdiano, a Património Imaterial Cultural da Humanidade, processo que contou com o apoio de especialistas portugueses.

Situado na localidade de Chão Bom, o antigo Campo de Concentração do Tarrafal foi construído no ano de 1936 e recebeu os primeiros 152 presos políticos em 29 de outubro do mesmo ano, tendo funcionado até 1956.

Reabriu em 1962, com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, destinado a encarcerar os anticolonialistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Após a sua desativação, o complexo funcionou como centro de instrução militar e desde 2000 alberga o Museu da Resistência.

O levantamento para o concurso público da empreitada de reabilitação da estrutura, recentemente lançada pelo IPC, refere que o espaço ficou “gravado na memória” dos portugueses, angolanos, guineenses e cabo-verdianos como o “campo da morte lenta” ou “da morte”.

O espaço foi classificado Património Cultural Nacional através da Resolução n.º 33/2006, de 14 de agosto, e desde 2004 que integra a lista indicativa de Cabo Verde a património da UNESCO.

Ao todo, foram presas neste “campo da morte lenta” mais de 500 pessoas: 340 antifascistas e 230 anticolonialistas.

Fonte: Notícias ao Minuto

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