
“Construir futuros” é o mote da exposição de homenagem a Odette Ferreira, farmacêutica e professora responsável pela descoberta do vírus VIH/Sida de tipo 2, que faleceu em outubro do ano passado. A mostra pretende dar uma esperança e abrir janelas para quem está contaminado.
O diário no qual Odette Ferreira registou os passos da investigação, o microscópio de trabalho e o casaco no qual transportou amostras de sangue contaminado para Paris são algumas raridades expostas no Museu da Farmácia, no Porto.
O objetivo da exposição “Construir Futuros” é “alertar e dar a conhecer os sinais da doença”, explicou Paula Basso, curadora da mostra, onde é recriada uma situação para que o visitante perceba o grau de isolamento de um doente VIH/sida. “É um tema ainda muito atual, mas as pessoas acham que já não é necessário ter cuidados”, lamenta.
Os visitantes podem também observar os tubos das bactérias que deram origem ao doutoramento sobre infeções hospitalares e o primeiro kit utilizado nas farmácias para o programa “Troca de Seringas”, iniciado em 1993 de forma a evitar o abandono e reutilização de seringas.
Uma faca, um garfo, um chuveiro e medicamentos são outras peças originais da exposição que simbolizam o apoio que os portadores de VIH/Sida recebiam ao abrigo do programa “Casa Amarela”, criado em 1989 pela Santa Casa da Misericórdia, e no qual Odette Ferreira colaborou.
A mostra estará patente até 31 de Janeiro de 2020. Pode ser visitada de segunda a sábado, das 10 às 18 horas.
