
As equipas que trabalham na recuperação do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, após o incêndio que o atingiu a2 de setembro, resgataram 1500 peças das 20 mil que integravam o acervo deste museu brasileiro.
“O resgate está ainda no início, mas as peças que encontrámos agora fazem-nos ter esperança e alento”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, numa conferência de imprensa em que mostraram parte das peças resgatadas, segundo a agência de notícias espanhola Efe.
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Entre os objetos resgatados e identificados figuram alguns minerais, cristais e quartzos, e peças da coleção de arqueologia, como uma urna da etnia marajoara e bonecos da cultura karajá fabricados por mulheres indígenas no início do século XX e considerados património imaterial brasileiro.
Foram também resgatados machetes de pedra e pontas de flecha em metal de culturas indígenas pré-colombianas e um vaso antropomorfo peruano também pré-colombiano que pertencia à coleção do imperador Pedro II.
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A principal peça resgatada até agora foi o crânio de Luzia, os restos humanos mais antigos descobertos na América do Sul, que têm perto de 12.000 anos e eram uma das joias do Museu Nacional.
O crânio, encontrado no estado de Minas Gerais, em 1974, foi recuperado do interior de um móvel que ficou mais protegido do fogo e que apesar de ter sofrido danos é recuperável.
Luzia era uma das principais peças do museu, juntamente com um meteorito de cinco toneladas encontrado no Brasil em 1784, os restos do primeiro dinossauro montado no Brasil, o conjunto de múmias egípcias comprado pelo imperador Pedro I e a coleção de arte greco-romana levada do Brasil para a imperatriz Teresa Cristina.
Os objetos recuperados estão armazenados em dois contentores que foram instalados ao lado dos escombros do Museu Nacional e que contam com equipas especiais de ventilação e controlo de temperatura.
A busca das peças mobilizou 47 funcionários do Museu Nacional coordenados por 10 investigadores.
Fonte: JN
