A Rede de Museus da Região de Leiria, que junta dez municípios e congrega 32 espaços museológicos, foi apresentada no Museu de Leiria e assumiu a ambição de projetar a nível nacional uma marca de cultura regional.
“Queremos criar e ampliar públicos. É muito importante que esta região de Leiria, no centro, possa atrair mais gente para a cultura, mais gente para os museus. Há projetos fantásticos na nossa região que são pouco divulgados e pouco conhecidos”, disse à agência Lusa o vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL).
Segundo Paulo Batista, o objetivo é potenciar os projetos museológicos que existem nos dez municípios da CIMRL de modo a crescer e “criar uma marca de cultura que possa fazer a diferença no país”.
A Rede de Museus da Região de Leiria prevê a realização de atividades conjuntas, partilha de espólios e desenvolvimento de projetos intermuseológicos que permitam, por exemplo, a realização de exposições temporárias itinerantes, conferências, colóquios ou ações de formação.
Ao todo, são 32 os museus e núcleos museológicos que integram a rede. Em conjunto, os espaços culturais contabilizam, desde a abertura – o mais antigo foi inaugurado em 1923 – um total acumulado de perto de 1,7 milhões de visitantes. Dos 32 projetos, 21 são espaços municipais e onze são mantidos por outras entidades.
Entre todos, o mais antigo é o Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido, instalado em 1923 no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. O mais recente é o Núcleo Museológico de Acordeons e Concertinas, inaugurado em 2016, em Pedrógão Grande.
Em 2017, a direção da Rede de Museus da Região de Leiria será assumida pelos municípios da Batalha e Figueiró dos Vinhos.
A CIMRL integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Fonte: RTP

