A Câmara Municipal de Lisboa assinou acordos de colaboração com a associação de turismo local e a Comunidade Israelita para a criação do futuro Museu Judaico da cidade, no Largo de São Miguel, em Alfama.
Em comunicado, o município frisa que “o legado cultural dos judeus portugueses, que resulta num acervo de testemunhos materiais e imateriais notáveis, constitui um importante contributo para a construção da identidade cultural portuguesa, tanto no território nacional como no mundo”, devendo ser “reconhecido, estudado e preservado”.
O futuro Museu Judaico de Lisboa permitirá, assim, “estudar e dar a conhecer esse legado e também a sua relação com o restante território nacional e com o mundo”, ressalva a autarquia.
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O protocolo prevê que a ATL pague as obras e assuma a gestão do espaço, cabendo à Comunidade Israelita de Lisboa intermediar e ceder espólio relevante para a constituição do museu.
Já o município terá de constituir um direito de superfície, a favor da ATL, sobre os prédios onde será instalado o museu (por um período mínimo de 50 anos), bem como contribuir com financiamento parcial.
Na ocasião, a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, estimou que as obras arranquem ainda este ano para que o espaço esteja em funcionamento no verão de 2017.
Também na altura, os vereadores do CDS-PP e do PCP na Câmara de Lisboa questionaram a forma de gestão do museu escolhida pela autarquia, considerando que existiam “soluções mais adequadas” do que a delegação de tal competência na ATL, como entregá-la à empresa municipal responsável pela Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC).
Fonte: Observador

