Chama-se “América” e estará a partir de sexta-feira em exibição num wc público do Museu Guggenheim. Ou melhor, é uma réplica de ouro de uma vulgar sanita da casa de banho que estará à disposição do público para ser usada como qualquer outra. Com poucas diferenças. Com um guarda à porta para dar informação e evitar que alguém queira levar o objecto como recordação e uma placa na porta com o nome da obra.
A sanita dourada é obra de Maurizio Cattelan, um artista e escultor italiano conhecido por obras de arte provocadoras como a do Papa João Paulo II derrubado por um meteorito. No início do ano, o artista apenas revelava que a sua obra tinha sido inspirada pela desigualdade económica.
No seu site, o museu realça a mensagem da obra, ao tornar “disponível para o público um produto de luxo extravagante aparentemente destinado para o um por cento”, ou melhor dizendo, para os muitíssimo ricos.
A sua natureza participatória, convidando os visitantes a usar a obra de arte com privacidade, permite uma experiência de “intimidade sem precedentes com uma obra de arte”, ao mesmo tempo que “pisca o olho aos excessos do mercado de arte e evoca o sonho americano de oportunidades para todos”- com a sua utilidade a lembrar-nos das realidades físicas inevitáveis da nossa humanidade compartilhada”, realça o texto do museu.
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