A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) disse hoje que respeita o direito à greve dos trabalhadores dos museus, mas espera que a Noite dos Museus, marcada para sábado, decorra «com a normalidade desejada».
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) convocou uma greve às horas extra dos vigilantes e rececionistas, na Noite Europeia dos Museus, que decorre das 18:00 à meia-noite do próximo sábado.
Contactado pela agência Lusa sobre a convocação da greve, a direção-geral respondeu, através do seu gabinete de imprensa que “a greve é um direito inalienável de qualquer trabalhador, que a DGPC, naturalmente, respeita”.
“Estamos, contudo, certos de que a Noite dos Museus decorrerá com a normalidade desejada”, acrescentou a DGPC.
De acordo com um comunicado divulgado pela Federação, estes trabalhadores foram notificados para trabalhar nesse dia, das 10:00 às 24:00, cumprindo um horário além da sua jornada normal.
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De acordo com a FNSTFPS, a greve visa “exigir do Governo o fim da precariedade e o pagamento do trabalho extraordinário de forma condigna”.
“Trabalham sábados, domingos e feriados e, agora, em nome dos festejos, estão a ser notificados para trabalhar das 10:00 às 24:00”, acrescenta, no comunicado.
“A persistente falta de pessoal, que há anos denunciamos, tem agravado as condições de trabalho nos museus, palácios e sítios arqueológicos”, justifica a federação.
Na terça-feira, na primeira audição do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, o governante anunciou ter chegado a um acordo com o Ministério das Finanças, para que sejam prolongados os contratos dos “mais de cem funcionários dos museus” que estavam em risco de serem dispensados.
Fonte: Diário Digital / Lusa

