O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, disse hoje que está a analisar as “urgências e as premências” da área que tutela, só tendo previstos anúncios para quando os puder fazer, com a devida preparação.
Depois de uma visita ao Porto, que começou com uma reunião com o Conselho de Administração da Fundação de Serralves e terminou num encontro na Casa do Roseiral, com o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, o ministro da Cultura disse aos jornalistas que, sobre a reposição das verbas estatais a Serralves, não iria concretizar valores, “sem o que se chama ter cabimentação”.
“A uma semana de tomar posse – e já tenho dito isto várias vezes e se calhar é muito aborrecido – não anuncio coisas sem as ter preparadas. E sem as ter fundamentadas”, afirmou Luís Filipe Castro Mendes, que reiterou as intenções declaradas pelo seu antecessor, João Soares, e pelo primeiro-ministro, António Costa, de que Serralves venha a receber uma exposição das obras de Miró, na posse do Estado, provenientes do antigo Banco Português de Negócios (BPN).
Questionado sobre se faria tenções de se deslocar a entidades como a Casa da Música, em situação semelhante a Serralves, em termos de financiamento, ou o Museu Nacional de Soares dos Reis, o único museu nacional da região Norte e que João Soares não chegou a visitar, o ministro respondeu de forma afirmativa aos dois casos.
“Neste momento, concentrei-me, primeiro, no encontro com o senhor presidente da câmara, que simpaticamente me convidou para almoçar e para conversarmos um pouco, na linha que o Governo tem e que anunciei de estreita articulação com as autarquias. Evidentemente que falarei brevemente com o presidente da Câmara de Lisboa e com outros autarcas, mas essa linha de colaboração permanente e estreita é uma linha de força muito importante na ação cultural deste Governo”, disse o governante, que tomou posse na semana passada.
A intenção de Luís Filipe Castro Mendes é “visitar todos os museus nacionais e com certeza que o Museu Nacional de Soares dos Reis, que tem um importantíssimo acervo e uma grande riqueza de obras, não deixará de estar no eixo das nossas atenções”.
Fonte: Diário Digital
