A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) candidatou-se a fundos comunitários, em consórcio com o círculo Dr. José de Figueiredo, para, entre outros aspetos, a “reconversão e modernização infraestrutural” do Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto.
Em resposta a questões colocadas por escrito pela Lusa, a DGPC disse que “o objetivo primeiro desta candidatura foi poder corresponder à necessidade de concretizar os projetos decorrentes dos últimos 10 anos de trabalho do museu”, sublinhando que as ações em causa se prendem com três vertentes: reconversão e modernização infraestrutural, internacionalização e dinamização de conteúdos, e capacitação.
Por seu lado, o Círculo Dr. José de Figueiredo — Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis explicou, num texto enviado à Lusa, que a candidatura, num montante de 2,5 milhões de euros, “visa a modernização e dinamização da programação e das infraestruturas de forma a permitir uma melhor fruição pública”.
“Face às novas dinâmicas da fruição e produção cultural, bem como da realidade do turismo na região Norte tornou-se imperativo modernizar a oferta cultural para responder às expectativas dos residentes e visitantes bem como para os incluir enquanto agentes ativos dos diversos programas do museu permitindo assim experiências mais enriquecedoras e duradouras”, pode ler-se no texto enviado pelos Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, entidade dirigida por Álvaro Sequeira Pinto.
A DGPC, que realçou esperar uma resposta à candidatura até junho, destacou a parceria “pioneira” com o Círculo Dr. José de Figueiredo e lembrou as colaborações com outras entidades como a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que realizou um estudo sobre o museu.
Adicionalmente, a DGPC sublinhou que foram também abrangidas na candidatura “as questões de conservação e remodelação dos espaços públicos do museu”, bem como “o papel de apoio a outros museus” daquele que é o museu público de arte mais antigo do país.
“O projeto apresentado permite uma ação consequente e de maximização de recursos afetos na construção de propostas capazes de aumentar a fruição cultural, a captação de públicos e robustecer o papel do único Museu Nacional da região Norte na estratégia de desenvolvimento sustentável da região, especificamente no setor das indústrias criativas, assumindo-se como polo convergente de dinâmicas e de encontros entre setores de atividade, populações e propostas criativas”, destaca o Círculo Dr. José de Figueiredo.
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Fonte: RTP

