Museu das Marionetas fica na Invicta

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O Museu das Marionetas, que terá de deixar o imóvel na Rua das Flores até setembro, vai permanecer na Invicta. O espaço museológico ficará com dois polos: um na Baixa e outro em Campanhã.

A solução foi acordada entre a direção do museu e a Câmara do Porto, garantiu esta terça-feira o presidente do Município portuense, Rui Moreira, no momento em que o Executivo discutia a proposta de recomendação da CDU para a manutenção do espaço museológico na cidade.

O vereador comunista, Pedro Carvalho, lamenta que o museu seja obrigado a sair das Flores depois de ter feito investimentos avultados na criação daquele equipamento. Tudo, porque o edifício foi vendido e o novo proprietário quer dar-lhe outros usos. “A nossa proposta é que a Câmara se empenhe para encontrar uma solução que permita que o museu continue na cidade”, apelou o autarca, que viu a sua recomendação ser aprovada por unanimidade.

Rui Moreira assegurou que o problema está a ser discutido com a direção do Museu das Marionetas desde novembro do ano passado. “A solução proposta pela direção do museu no dia 17 de março está aprovada. A Câmara disponibilizou recursos e espaços, mas isto envolve uma tramitação importante” entre vários serviços municipais, sublinhou o presidente.

A proposta passa, então, pela instalação do museu em dois polos. Um dos polos permanecerá na Baixa do Porto num imóvel que “o Museu das Marionetas detém ou, pelo menos, controla” e outro será colocado em Campanhã num edifício camarário. No entanto, Rui Moreira não adianta qual foi o prédio disponibilizado à direção do museu.

“Não quero indicar qual é o espaço em Campanhã, enquanto a direção do museu não fizer a inspeção técnica para avaliar se tem condições ou não para acolher o polo museológico”, justificou, deixando críticas à lei de arrendamento. O autarca não tem dúvidas de que se passou de uma situação de congelamento das rendas que muito prejudicava os proprietários para uma situação totalmente inversa que deixou os arrendatários sem direitos.

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