Bracarenses tentam travar hotel e lojas para antigo cinema S. Gera

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Diferentes grupos de bracarenses querem que o antigo cinema S. Geraldo, fechado há cerca de 20 anos, mantenha uma função cultural. Rejeitam o projecto recentemente apresentado que prevê a sua transformação num hotel e numa área comercial.

Este fim-de-semana foi criada a plataforma “S. Geraldo Cultural”, constituída por agentes culturais, que vai promover debates públicos sobre o futuro do equipamento. Arquitectos, associações de defesa do património e partidos políticos também estão a tomar posição sobre o assunto, tentando convencer a Diocese de Braga, proprietária do espaço, a travar a obra, com início previsto para Abril.

“A cidade precisa de um equipamento cultural como estes”, resume Luís Tarroso Gomes, presidente da associação Velha-a-Branca, que tem sido uma das vozes mais activas em defesa da manutenção do S. Geraldo com funções culturais. Tarroso Gomes lembra que todos os documentos de planeamento do município apontavam no mesmo sentido bem como a proposta vencedora do concurso de ideias para a Avenida da Liberdade lançado pela autarquia, que foi conhecida no início do ano. O dirigente associativo considera que o antigo cinema “é o tipo de espaço ideal para complementar a programação do Theatro Circo”, situado a escassos metros de distância.

Na sexta-feira, 25 agentes culturais, ligados a associações e projectos artísticos na cidade, reuniram para debater o futuro do S. Geraldo. “Surgiu a vontade de impedir que o espaço cultural seja demolido”, conta Luís Tarroso Gomes, um dos promotores do encontro. Na sequência desta reunião, foi criada a plataforma S. Geraldo Cultural, que vai promover debates públicos em torno da utilização do antigo cinema e pretende reunir com a Diocese de Braga, tentando sensibilizar os responsáveis da estrutura regional da Igreja Católica para a questão.

Fonte: Público

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