A pergunta sobre o Eixo Belém-Ajuda fora feita logo no início do debate pela deputada socialista Gabriela Canavilhas. Mas foi só ao fim de três horas que o ministro da Cultura finalmente chegou ao tema. Para além de voltar a considerar o Plano, tal como estava, “um disparate”, assumiu que António Lamas terá de sair.
“Acho absolutamente inaceitável, seja qual for a natureza do mandato, que uma pessoa que foi escolhida para estar à frente do CCB, faça um plano daqueles sem o ter negociado com a Câmara Municipal. Acho que o presidente do Centro Cultural de Belém tem que sair. E se não sair na segunda-feira, eu seguramente que o demitirei, usando os instrumentos legais de que disponho, e os regulamentos e os estatutos da Fundação Centro Cultural de Belém”.
Sem antecipar o que já tem em mente, João Soares disse que o plano irá avançar, com a participação da Câmara, e para a liderança da Fundação do CCB, cargo ainda ocupado por António Lamas, tem em mente “uma solução alternativa, capaz, de alguém com experiência, bastante mais jovem, com provas dadas nomeadamente ao nível de responsabilidades públicas num ministério tutelado por vossa excelência”, disse, dirigindo-se a Gabriela Canavilhas. Com estas indicações, tudo aponta para o nome de Elísio Summavielle.
Contactado pelo DN, Summavielle, adjunto de João Soares, disse não poder “confirmar ou desmentir” a informação. “Sei que [o ministro] anda a ponderar várias soluções”, acrescentou. Técnico superior da Cultura e ex-diretor geral do Património Cultural e secretário de Estado da Cultura de Gabriela Canavilhas, Elísio Summavielle trabalhou com João Soares durante o período em que o atual ministro da Cultura era vereador.

