A apreensão fez parte de uma ação de luta contra o trafico de espécies protegidas, e foi considerada uma das mais importantes dos últimos anos em França. Os espécimes foram caçados e mortos em África, nos anos 80, por um caçador francês já falecido. A polícia chegou até eles graças a uma denúncia anónima, e o atual dono, filho do caçador, terá de pagar uma multa, porque, mesmo depois de mortos, os animais e os seus restos estão protegidos pela Convenção de Washington, sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção. Segundo Helene Crocquevieille, chefe dos serviços Alfandegários de França, o mercado negro de animais de espécies em risco é um dos mais lucrativos, a seguir ao mercado negro das armas e ao das drogas.

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O museu do antigo campo de concentração nazi Auschwitz-Birkenau anunciou esta terça-feira o lançamento de uma aplicação para corrigir a expressão “campo polaco”, usada frequentemente pelos media estrangeiros para designar campos de morte instalados pelos nazis na Polónia ocupada.

O corretor “Remember”, que pode ser descarregado aqui, a partir da página digital do museu, procura num texto expressões como “campos de morte polacos” ou “campos de concentração polacos” e propõe uma fórmula historicamente correta.

De acordo com um comunicado do museu, este corretor é compatível com os editores de texto e sistemas informáticos mais difundidos, em 16 versões linguísticas. O número de línguas deve ser alargado em breve.

Esta iniciativa surge um dia depois do anúncio pelo governo conservador polaco da proposta de introdução de uma pena – de até cinco anos de prisão – pela utilização daquelas expressões. Nos últimos anos, Varsóvia pede sistematicamente a retificação destas expressões.

O projeto prevê a pena pela “atribuição pública, ignorando os factos, à República da Polónia ou à nação polaca de ter sido corresponsável” pelos crimes do III Reich.

Cerca de 1,1 milhões de pessoas, incluindo um milhão de judeus, foram assassinadas pelos nazis no campo de Auschwitz-Birkenau entre 1940 e 1945. As restantes vítimas foram sobretudo polacos não-judeus, ciganos e prisioneiros de guerra soviéticos.

Fonte: TSF

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