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Mosteiro da Batalha cria programa para aumentar número de visitantes portugueses

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O programa “O Mosteiro Revisitado”, que arranca este mês e prolonga-se até junho, quer aumentar o número de visitantes portugueses ao Mosteiro da Batalha, que são atualmente 25% dos cerca de 300 mil visitantes do monumento.
“Claro que muito nos orgulha o elevado índice de visitantes estrangeiros que nos visitam, mas isso não nos pode fazer esquecer o princípio da gestão da proximidade, proximidade com as populações locais e com os visitantes nacionais”, disse hoje à agência Lusa o diretor daquele monumento Património da Humanidade, Joaquim Ruivo.

Segundo Joaquim Ruivo, “todas as atividades que promovam o interesse dos portugueses por conhecer o mosteiro são necessárias e bem-vindas”, defendendo a necessidade de “motivar, sobretudo as gerações mais novas, a visitar e conhecer o seu património”.

O responsável adiantou que a iniciativa quer, também, dar possibilidade de “aprofundar o conhecimento sobre um dos monumentos mais importantes” da herança patrimonial portuguesa e que “tanto tem ainda a revelar”.

“A maioria dos visitantes desconhecerá, por exemplo, que os primeiros vitrais construídos em Portugal, nos anos 30 e 40 do século XV, foram os da Batalha e encontram-se na Batalha, ou também que ainda é possível conhecer a percurso hidráulico do mosteiro quase integralmente como foi pensado na origem, desde a nascente até ao desaguado das águas residuais e das latrinas”, observou.

Joaquim Ruivo acrescentou que há, igualmente, quem desconheça que “o mosteiro possui um dos maiores conjuntos de gárgulas cujo significado e simbologia motiva teses e interpretações” ou que se pode “visitar e reconstituir uma boa parte da cerca conventual dentro da qual, a partir de meados do século XVI, a comunidade dominicana se encerrava dos olhares do mundo”.

“O Mosteiro Revisitado” começa no dia 21, com repetição a 23 de maio, com uma sessão dedicada aos vitrais do monumento, que “foi o centro português de criação de vitral, nos séculos XV e XVI, onde se instalou a maior parte dos praticantes daquela arte, que daqui se deslocou a outros pontos do país para satisfazer diversas encomendas, muitas delas do próprio rei, como no caso da Batalha”.

A 11 de abril e 18 de abril, o convite é para conhecer o antigo abastecimento de água ao mosteiro.

“Esta visita pretende mostrar o importante contributo dos mosteiros para o conhecimento hidrotécnico medieval, permitindo percorrer o abastecimento de água desde a sua captação na nascente, passando pelas diferentes condutas e aduções”, informa o mosteiro.

No mês seguinte, a 09 de maio, os visitantes são convidados a conhecer as gárgulas, “maioritariamente monstros compostos de partes de vários animais ou mesmo seres fantásticos dotados, por vezes, de um sentido particular de absurdo ou obscenidade”.

O programa “O Mosteiro Revistado”, com participação gratuita, termina em junho, com “A Cerca Conventual”, cujas sessões estão agendadas para 06 e 20 de junho.

Fonte: RTP

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