Com 400 esculturas feitas de cimento, o «Cancun Underwater Museum» fica a cerca de 10 metros de profundidade e foi projectado pelo escultor Jason DeCaires Taylor.
Criado no final de 2012, o Museu custou 350 mil dólares e pode ser visitado por qualquer turista. Para conhecer o local basta mergulhar nos arredores da praia de Isla das Mujeres ou fazer um passeio num dos barcos com fundo de vidro que possuem na região. Com custo zero, o snorkeling é o mais usual entre os visitantes. Porém, quem preferir também pode mergulhar utilizando com botija de oxigénio e, assim, aproveitar por mais tempo as esculturas submersas. O passeio com barco é vendido na praia.
Produzidas a partir de um cimento com pH neutro, as esculturas foram feitas para interagirem com o meio ambiente ao longo do tempo. Após serem colocadas no fundo do mar, passam a integrar-se com o ecossistema local e criam novos corais que vão surgindo sobre as próprias esculturas. Por serem «obras de artes vivas», as estátuas estão em constante mudança e frequentemente alteram as suas cores e formatos.
Quem pensa que o museu submerso foi criado ao acaso, engana-se. Esta obra de arte no fundo do mar mexicano foi projectada a pensar em preservar as belezas naturais locais. A ideia é simples e consiste em disponibilizar algo mais «interessante» aos turistas do que os recifes de corais. Ao invés de proibir o mergulho e gerar um forte impacto negativo na economia local, a criação do «Cancun Underwater Museum» trouxe mais visitantes à região e ainda tirou o foco dos belos e frágeis cnidários que compõem a faixa costeira da cidade.
As esculturas no México não são as primeiras criadas por Jason DeCaires Taylor. O escultor que é filho de um inglês com uma guianense e foi criado na Europa, já havia deixado a sua marca em Granada, nas caraíbas. Construído em 2006, na ilha caribenha, o museu foi o primeiro do mundo a ser erguido sob água.
Fonte: Diário Digital

