Herdeira do laboratório farmacêutico Roche, a multimilionária suíça Maja Hoffmann decidiu transformar Arles, no sul da França, na nova capital europeia da cultura. Em entrevista à RFI, a mecenas, que é membro do conselho de admnistração do Tate Modern, afirmou que a decisão partiu de uma afinidade, já que ela estudou e começou a trabalhar na cidade de 52 mil habitantes, mas também de uma oportunidade de negócio. A cidade tem um parque de ateliês, construído em uma velha zona industrial, que lota durante uma grande mostra anual de fotografia e esvazia na média e na baixa temporada.
Por isso, ela resolveu que, até 2018, injetará 150 milhões de euros na construção de um prédio de 56 metros de altura de vidro e aço para abrigar um centro cultural, uma biblioteca, um museu e o que mais vier. O prédio, com formato de arena e revestido de lâminas metálicas que imitam as pinceladas de Van Gogh, foi idealizado pelo badalado arquiteto canadense Frank Gehry, que assina nada menos do que o Guggenheim de Bilbao.
Esse status de futuro polo artístico já começa a impactar a vida cultural em Arles. Além das exposições diretamente ligadas ao megaprojeto, como a das maquetes de Frank Gehry nocampus Luma, acontecem outras, embaladas pelo afluxo de amantes de arte.
O próprio parque dos ateliês, por exemplo, recebe a partir desta semana a exposição de fotografia Off The Wall, que apresenta obras raras ou absolutamente desconhecidas de grandes fotógrafos. Isso sem contar a renovada Fundação Van Gogh, que traz algumas das mais belas telas do gênio holandês pintadas justamente em Arles.
Fonte: RFI
