Museu de Haia reabre mais célebre do que quando fechou

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O museu Mauritshuis, instalado num edifício do século XVII no centro da cidade holandesa de Haia, abriu portas há quase 200 anos, em 1822, e tem sido sempre uma instituição prestigiada e respeitada, mas não propriamente famosa. Reabre no dia 27, após ter sofrido obras de expansão, e as expectativas são tão altas que foram já tomadas medidas para evitar que o museu receba demasiados visitantes em simultâneo. Um curioso caso de celebridade súbita.

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Carol Vogel, que noticiou a próxima reabertura do Mauritshuis para o jornal New York Times, está convencida de que boa parte dos americanos que correram a ir ver as jóias da colecção de pintura do museu holandês estavam sobretudo interessados em duas telas: a Rapariga Com Brinco de Pérola, de Johannes Vermeer, que é hoje uma das mais famosas obras-primas da arte mundial, e um pequeno óleo bastante menos conhecido: Het puttertjte (O pintassilgo), que Carel Fabritius (1622-1654), discípulo de Rembrandt e mestre de Vermeer, pintou no último ano da sua curta vida.

Julga-se que Vermeer tenha realizado a sua Rapariga Com Brinco de Pérola, à qual já chamaram a Mona Lisa holandesa, por volta de 1665, cerca de dez anos após a morte de Fabritius. Mas para lá das afinidades próprias de duas obras produzidas num mesmo contexto histórico e artístico, e de terem ambas dimensões relativamente modestas (a rapariga de Vermeer mede 44,5 por 39 cm e o pintassilgo de Fabritius é ainda menor: cerca de 33 por 22,5 cm), as duas pinturas não têm muito em comum.

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Fonte: Público

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