A Câmara do Porto aprovou hoje por unanimidade reclamar junto do ministro da Defesa a classificação do edifício do Museu Militar, onde funcionou a PIDE durante o Estado Novo, como “memória da resistência e da luta antifascista”.
Da recomendação do vereador da CDU apresentada na reunião camarária pública de hoje, foi retirada, devido à contestação do PSD, PS e dos independentes do Rui Moreira, a referência ao projeto da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) para instalar no imóvel uma “exposição permanente «do Heroísmo à Firmeza – percurso na memória da casa da PIDE do Porto: 1934-1974»”.
O presidente da autarquia, Rui Moreira, admitiu acolher a mostra na Câmara “de forma temporária”, até porque a mesma questão, levantada pelo grupo parlamentar Os Verdes, recebeu do ministério da Defesa a indicação da falta de espaço do Museu Militar, e alertas para as questões que levantaria “a partilha do edifício com a URAP, uma instituição privada”.
Admitindo que o mais importante é ter o “edifício classificado” e ter uma posição unânime da Câmara, Pedro Carvalho concordou em retirar aquele ponto da votação, pedindo a Moreira que “estude com o Museu Militar a melhor forma de valorizar a exposição na cidade”.
O vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva, já tinha antes alertado que, numa visita ao Museu Militar a 25 de Abril, constatou “que a memória antifascista está preservada através de celas de interrogatório”.
Fonte: Porto Canal


