O Museu do Brinquedo de Sintra, localizado no centro histórico da Vila de Sintra, anunciou o seu encerramento no próixmo dia 31 de Agosto. Segundo a instituição, “a presente conjuntura nacional, aliada ao abandono por parte do Estado de apoios à cultura, e de Sintra, não tem a possibilidade de manter a sustentabilidade financeira da sua atividade museológica, para além do mês de Agosto”.
Depois uma intensa atividade, contribuindo para o imaginário das cerca de 900 mil pessoas que visitaram este espaço ao longo dos últimos 26 anos, , o Museu vê, desde modo, o seu fim anunciado. Neste cenário, estão ameaçados sete postos de trabalho e um encargo anual na ordem dos 120 mil euros.
A Câmara de Sintra ficou impedida, desde dezembro, de atribuir um subsídio mensal de cinco mil euros e de ceder gratuitamente o edifício, na sequência da nova legislação que regula o financiamento das fundações. A fundação recusou a primeira proposta de novo protocolo com a Câmara, devido à exigência de devolução do edifício como tinha sido entregue, e aguarda por uma nova reunião ainda este mês para conhecer a posição da autarquia.
O museu firmou em fevereiro um protocolo com a Fundação Montepio, mas o apoio financeiro em troca de condições especiais de acesso para associados da instituição mutualista revelou-se insuficiente.”A Câmara legalmente não pode apoiar fundações. O que fizemos foi comprar entradas para as nossas escolas. Se o museu não tem viabilidade económica não podemos fazer nada”, disse à Lusa o presidente da autarquia, Basílio Horta (PS). O autarca não ficou “totalmente surpreendido” com o anúncio de fecho do museu e notou que a câmara cede o edifício “por uma renda simbólica”. Basílio Horta mostrou-se disponível para analisar a situação com a fundação, mas reiterou que o município não pode prestar outro tipo de apoio, “porque a fundação é uma entidade privada”.
Fonte: Diário Digital com Lusa e Comunicado do Museu do Brinquedo

