A Pastelaria Mexicana, em Lisboa, foi classificada como monumento de interesse público, segundo um despacho da Secretaria de Estado da Cultura hoje publicado em Diário da República, que a destaca como um testemunho da arquitectura moderna.
Entre as razões da classificação estiveram o “génio do respectivo criador”, “valor estético, técnico e material intrínseco”, “concepção arquitectónica e urbanística”, “extensão” e o que reflecte do “ponto de vista da memória colectiva”.
O diploma recorda a história do local, ao relatar que a Mexicana foi integralmente remodelada entre 1961 e 1962, segundo projecto do arquitecto modernista Jorge Ribeiro Ferreira Chaves.
Entre o património integrado, a portaria destacou revestimentos cerâmicos, como o painel Sol Mexicano, de Querubim Lapa, a cabine telefónica interior e o “passarinhário”.
“No seu conjunto, a Pastelaria Mexicana constitui, tanto pela sua concepção espacial, como pelos elementos decorativos integrados, um notável testemunho das tendências expressionistas do movimento da Arquitectura Moderna em Portugal, traduzindo exemplarmente a adaptação das linguagens internacionais e do organismo típico da década de 1960 numa verdadeira ‘obra total'”, concluiu-se.

