O núcleo de ação cultural da Fundação AMI – AMIarte – propõe um fim de semana cultural com a inauguração de duas exposições. «Perdidos na Terra do Nunca», de Maísa Champalimaud, sexta-feira, dia 11 e a 6ª edição do projeto «Arte Urbana nos Mupis Porto», este ano comissariado por Francisco Laranjo, diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, sábado, dia 12, a partir das 15h00.
Maísa Champalimaud apresenta vinte trabalhos originais e inéditos que realizou, propositadamente, para apresentar na Galeria AMIarte, no Porto. A exposição que inaugura sexta-feira dia 11 de abril, pelas 21h30, ficará patente ao público até ao dia 24 de maio e poderá ser visitada de terça-feira a sábado, entre as 15h00 e as 20h00, na Galeria AMIarte, Rua da Lomba, nº 153-159, a Campanhã.
Este conjunto de obras plásticas nasceu de fotografias tiradas pela artista no decorrer das suas viagens. Fotografias tiradas numa fase de grande felicidade da Artista e que de tão simples, se tornaram memórias para sempre. Entre telas pintadas em acrílicos e pastéis, ou fotografias pintadas com pastéis, a artista convida o observador a perder-se nas “Cores da Terra do Nunca”, onde quem se perde, também se acha… é assim na procura de um desencontro… que nos encontramos, para sempre!
Maísa nasceu, vive e trabalha em Lisboa. Começou a pintar no atelier do retratista Luís Guimarães, entrando mais tarde no Curso de Artes Plásticas – Pintura da FBA.UL.. No seu percurso já partilhou Ateliers com outros Artistas, participando em diversas exposições coletivas. Afirma que nas suas linhas não predomina nenhuma corrente artística ou ideologia, mas sim inúmeras influências que a marcaram decisivamente; quer nas formas, forças, vibrações, cores e temáticas das suas obras. Paralelamente à pintura, Maísa participa na gestão do seu Family Office; a duplicidade destes mundos tão distintos tem sido a base do seu equilíbrio, atuando como um escape de inspiração.
A arte volta a sair à rua
Pelo sexto ano consecutivo, o AMIarte leva a cabo o projecto Arte Urbana nos Mupis Porto. Um total de treze artistas – Claudia Amandi, Domingos Loureiro, Fátima Santos, Fernando Pinto Coelho, Gabriela Pinheiro, Graciela Machado, Mário Bismarck, Norberto Jorge, Paulo Almeida, Sofia Torres, Susana Piteira, Teresa Almeida e Rute Rosas – aceitaram o repto e, a partir do dia 9 de abril, os seus trabalhos vão estar expostos nas ruas da Invicta. O convite aos artistas partiu de Francisco Laranjo, diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e Comissário desta edição.
No texto que escreveu para o catálogo desta exposição, Francisco Laranjo sublinha que “Num mundo de tanta indiferença perante o outro e diante de opções que não atravessem o mero interesse próprio, somos agora chamados a apoiar uma iniciativa que com alguma história, a AMI, nos convoca”. Acrescentando: “É um testemunho de solidariedade efetivo de generosidade e de acerto com os propósitos de evidenciar o último fim da humanidade na coexistência e na construção de valores que a promovam e a elevem”.
A inauguração desta exposição terá lugar no sábado, dia 12, a partir das 15h00. O percurso, como é habitual, será feito num autocarro turístico que levará a comitiva até cada obra.
