Um consórcio vai andar atrás de todas as colecções científicas de Portugal

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Exposição de zoologia do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra SÉRGIO AZENHA (ARQUIVO)

O incêndio em 1978 na Escola Politécnica, em Lisboa, foi um marco na destruição do património científico português. Várias colecções de animais desapareceram, alguns exemplares eram até de espécies já extintas. Mas quando a Escola Básica e Secundária Passos Manuel, em Lisboa, pediu há uns anos ajuda à Escola Politécnica para guardar parte da colecção de animais que tinha, devido a obras, descobriram-se exemplares idênticos aos que se perderam no incêndio e que tinham sido recolhidos nas mesmas viagens naturais às antigas colónias portuguesas. Pensava-se que o material ardido era único, mas afinal havia mais, só que a escola secundária desconhecia a sua importância.

Este é apenas um exemplo do património científico esquecido em Portugal. Para Marta Lourenço, investigadora do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Muhnac), da Universidade de Lisboa, haverá material semelhante noutras escolas, universidades e instituições. Está a ser criado consórcio para identificar estas colecções, avaliar a sua importância, ajudar a cuidar, manter e criar condições para as guardar, para que possam ser usadas por cientistas e pelo público.

Fonte:  Público

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