Câmara do Porto quer programador para teatros por três anos e 100,8 mil euros

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 A Câmara do Porto quer contratar um diretor de programação para os teatros Rivoli e Campo Alegre, por três anos e 100,8 mil euros, apresentado, na terça-feira ao executivo os termos do concurso que preparou para o efeito.

A informação, a que a Lusa teve acesso, faz parte de uma proposta da agenda da sessão camarária na qual se define para o teatro Rivoli um projeto de “artes performativas de origem local, nacional e internacional”, integrando “projetos multidisciplinares” em áreas como o cinema, a literatura, o pensamento e a ciência.

O documento não tem valor deliberativo, pretendendo-se apenas que o executivo “conheça as opções subjacentes” ao concurso público para a aquisição de serviços que, na reunião de 18 de fevereiro, mereceu a contestação e os votos contra da oposição e da vereadora Carla Miranda, do PS, partido que fez uma coligação pós-eleitoral com os independentes de Rui Moreira, presidente da autarquia.

De acordo com a proposta, a estratégia para o teatro do Campo Alegre, ocupado até outubro pela companhia Seiva Trupe, “consiste no desenvolvimento de um projeto de ocupação temporária a nível de produção, ensaio, apresentação e pós-produção”.

A Câmara pretende ainda que este espaço fique “vocacionado, ainda que não de forma exclusiva, para o apoio a projetos performativos da cidade e para residências artísticas de projetos nacionais e internacionais”.

Tudo isto integra um mais amplo “projeto para o Teatro Municipal”, cujo objetivo é estabelecer “uma comunicação programática entre os dois polos e o desenvolvimento de projetos educativos e de formação de novos públicos”.

Na proposta, “a aquisição de serviços de direção de programação” é justificada com o objetivo de “detetar necessidades organizacionais e técnicas do teatro [Rivoli], assim como desenvolver o projeto do Teatro Municipal, em coordenação com o Pelouro e com os restantes serviços municipais”.

O documento alerta que, tendo em conta “o valor estimado do contrato”, a competência “para autorizar a aquisição dos serviços é do presidente da Câmara”.

Contudo, “pretende-se que o executivo municipal conheça as opções subjacentes ao procedimento de aquisição de serviços de direção de programação do Teatro Municipal”, pelo que a proposta assinada pelo presidente da Câmara, Rui Moreira, submete “ao conhecimento dos demais membros do executivo as peças procedimentais do concurso limitado por prévia qualificação”.

“O valor estimado do contrato a celebrar para o Teatro Municipal da cidade do Porto – Rivoli e Campo Alegre é de 100,8 mil (IVA excluído), para um período máximo de três anos”, acrescenta o documento.

Na reunião camarária de 18 de fevereiro, Carla Miranda, vereadora do PS, votou pela primeira vez contra uma proposta da maioria, denunciando que “o acordo de coligação não está a ser cumprido”.

Durante a sessão, a Câmara do Porto aprovou, com os votos contra do PSD, da CDU e da vereadora socialista, remunerar o futuro programador do teatro Rivoli com 100 mil euros, durante três anos, no âmbito de um concurso público que o vereador da Cultura anunciou pretender lançar a 03 de março.

Fonte: RTP

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