A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) vai impulsionar o levantamento do património imaterial da região, das tradições como os caretos ao artesanato da olaria ou tanoaria, para criar uma base de dados comum neste território.
“Está cada vez mais na ordem do dia a necessidade de preservar as tradições e os modos de saber fazer que vão desaparecendo. A falta de quem faça pode colocar em perigo um conjunto de tradições e de saberes”, afirmou hoje à agência Lusa o diretor regional, António Ponte.
Por causa disso, a DRCN quer criar uma base de dados comum do património imaterial regional.
Esta base será feita através do trabalho dos técnicos da direção regional, mas também dos vários agentes espalhados pelo território, desde autarquias a associações.
António Ponte salientou a necessidade de uniformizar procedimentos e critérios e, por isso mesmo, a DRCN organiza em março, no Porto, uma ação de informação com vista “à troca de experiências”.
O responsável alertou para as muitas tradições e saberes artesanais que se espalham por toda a região e correm o risco de desaparecer pela idade avançada de muitos dos artesãos que ainda lhe dão vida.
“Há os levantamentos linguísticos, como o mirandês, as tradições, como os caretos, ou o artesanato, como as cestarias, a olaria ou a tanoaria ou os antigos processos de produção de sabão de seda. Há todo um conjunto de processos de fabrico e de conhecimentos tradicionais que importa registar”, salientou.
Este é, segundo António Ponte, um trabalho que se irá desenvolvendo nos próximos tempos.
Fonte: LUSA | Porto Canal

