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As séries de televisão – parte 1, por César Nóbrega

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Este mundo não está louco… está apenas mais cómodo e prático. As séries de televisão representam um importante papel na indústria cinematográfica de Hollywood, e não só. Se em finais do século passado os filmes reuniam os melhores actores, realizadores e argumentistas, agora, actor que é actor quer estar numa série de televisão. Recorde-se o mais recente acontecimento da série televisiva de David Fincher, “House of Cards”:

http://www.youtube.com/watch?v=ULwUzF1q5w4

Escrita num primeiro passo para um canal televisivo da Internet e, por causa da sua qualidade – com Kevin Spacey no principal papel – saltou para um canal de televisão por cabo norte-americano e daí para as televisões de todo o mundo. Se o facto de a série ter sido escrita para a Internet apenas, já ser um acontecimento, o ter chegado à televisão “tradicional” é a prova definitiva que a tv está para ficar e para se aproveitar de todos os outros meios, incorporando todas as armas do inimigo. Primeiro eram os filmes que saiam do cinema e iam para as televisões fazer carreiras brilhantes. Depois, as séries feitas só para a World Wide Web.

Com os canais por cabo e Internet pagos a comodidade para o público é total. Não precisa sair de casa para ver o que de melhor se faz. Com um cartão de crédito tem-se acesso a tudo. Nem o fenómeno 3D escapa – a tridimensionalidade há muito que chegou à televisão e arrisca ser melhor que em cinema, pela proximidade do telespectador ao ecrã e pelos custos aparentemente mais baixos.

Entretanto, a Lisboa chega o IMAX (Portugal já teve uma sala nos anos 90 que fechou). A abreviatura para “Image Maxium” da canadiana IMAX apresenta um ecrã de cinema maior, com 22 metros de largura e 16 de altura, e com maior resolução, ajudada pelo evento digital. Há que contar, também, com o IMAX 3D. Como se costuma dizer e, apesar de eu não gostar muito de ditados, este acenta bem – “toda a carne no assador” – para um ataque impiedoso ao público. Cada bilhete custa 10 euros. Provavelmente, há muita gente que prefira ficar em casa e ver o “CSI” no AXN ou “A Guerra dos Tronos” no Sci Fi:

http://videos.sapo.pt/fwmUUmMoaq243mwWFAeU

Este vídeo promocional à terceira temporada de “A Guerra dos Tronos” feito pelo Sci Fi Portugal  dá a perceber a importância que as séries adquiriram no dia-à-dia dos portugueses. A chegada a Portugal dos muitos canais por cabo veio ajudar a esta implantação. Longe vão os tempos de “Dallas” ou “Uma Casa na Pradaria”. A multiplicidade de escolha ajuda. Como se não bastasse, o “apagão” analógico dos quatrro canais de televisão trabalhou a favor da entrada na casa dos portugueses da televisão por cabo. Não se adivinham alterações de comportamento em breve. Há que explorar o filão e já toda a gente se apercebeu disso. Quando os actores portugueses dizem que precisam trabalhar em telenovelas para garantir a subsistência, o mesmo acontece a uma escala muito maior com os grandes produtores de séries de televisão, como a CBS ou a BBC.

Outro fenómeno curioso são os remakes de séries de tv. Também, ali chegou a febre. De “Os Anjos de Charlie”, a “Galatica”, passando por “Sherlock Holmes”, esta, por sinal, muito bem feita:

http://www.youtube.com/watch?v=Pr_4yAT0KG4

Os produtores perceberam que fazer um filme era muito mais oneroso que uma série de televisão. Conquista-se o público com 13 episódios (a primeira temporada) e depois segue-se para tentar fazer daquela série um momento inesquecível. Há casos curiosos de séries de televisão que não vingaram, talvez porque o público não apreciou, ou incomodou gente bem colocada – os casos de “Flash Forward”, uma espectacular história de ficção científica que tinha muito por onde dar, mas morreu ao fim de 13 espisódios:

http://www.youtube.com/watch?v=2XVeYwHJJq8

Ou “Lie to Me”, que sobreviveu duas temporadas:

http://fox.canais-fox.pt/lie-to-me

De uma forma ou de outra, todos já vimos e acompanhamos uma série tv. Na minha opinião, são melhor companhia que o “Big Brother” ou o “Splash”. Há quem goste de ver televisão para se esquecer dos problemas diários. Entre um salto para a piscina e a rotina diária de pessoas trancadas dentro de uma casa, eu prefiro os dilemas de um mafioso a braços com uma depresssão – Os Sopranos”, eleita a série tv mais bem escrita de sempre….

http://www.youtube.com/watch?v=xU2Pvth7hWw

 

 

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