A Câmara de Lisboa aprovou hoje a compra de um terreno à Fundação EDP e a sua posterior concessão àquela entidade por 99 anos para permitir a construção de um centro de artes junto ao rio Tejo. Na reunião de câmara foi ainda aprovada a declaração de interesse excepcional do centro de artes e a abertura de um debate público ao projecto. Ambas as propostas tiveram os votos favoráveis da maioria socialista e do PCP e a abstenção do PSD e CDS-PP.
Em declarações à Lusa, o vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro disse que o negócio entre a Fundação EDP e a Câmara de Lisboa «só se pode concretizar se o Governo autorizar».
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Contudo, frisou que este projecto continua a não respeitar o Plano Director Municipal (PDM) por ser «mais alto e mais comprido» do que o estabelecido.
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Uma das propostas hoje em debate prevê a compra, por parte do município, de duas parcelas de terreno com um total de quase5.000 metros quadradosà Fundação EDP por 1,7 milhões de euros e a concessão àquela entidade por 99 anos.
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O projecto da Fundação EDP apresenta um centro de artes com uma área superior a 12 mil metros quadrados, terá espaços para exposições e eventos, um centro educativo, cafetaria, zona administrativa e serviços.
«No sentido da sua integração com a frente ribeirinha e [para] permitir que o edifício promova a relação da cidade com o rio, é também proposta uma ponte pedonal e ciclável que une a cobertura do centro de artes ao Largo Marquês de Angeja, ultrapassando desta forma o obstáculo existente da linha de comboio», lê-se na proposta que a Lusa teve acesso.
Fonte: LUSA
