Guimarães 2012 acusa ex-presidente de “comportamento negligente”

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A Fundação Cidade de Guimarães (FCG), que organiza a Capital Europeia da Cultura (CEC), contestou o pedido de indemnização que a sua antiga presidente, Cristina Azevedo, está a fazer em tribunal. Azevedo exige mais de 422 mil euros pelo facto de não ter sido readmitida no antigo posto de trabalho após a demissão da liderança do evento, em Julho do ano passado. Aquele organismo refuta a pretensão e acusa a antiga gestora de “litigância de má-fé”.
O processo disponível no Tribunal de Guimarães traz à luz os motivos que levaram à demissão. A contestação da FCG é violenta e refere exemplo de “comportamento negligente da autora face às funções que lhe cabia desempenhar”. “Por inércia da autora”, a CEC corria o risco de perder a possibilidade de celebrar contratos de fi nanciamento, acusa a FCG. Aponta “funcionamento incompetente da comunicação”, “partilha de informação incompleta” e “contratações nebulosas” como exemplos do mau trabalho realizado.(…)
A organização da CEC vai ao ponto de acusar Cristina Azevedo de “litigância de má-fé” (…)
Esta posição da FCG surge em resposta ao processo interposto no Tribunal de Varas Mistas de Guimarães, em que Azevedo exige mais de 422 mil euros de indemnização pela demissão do cargo de presidente. O valor é apurado pela multiplicação do salário auferido antes de assumir funções na Guimarães 2012 (6900 euros) e os 61 meses de contrato que mantinha com a CEC e tem em consideração o facto de não ter sido readmitida na Euronext. (…)

Fonte: Público
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