O presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Luís Braga da Cruz, afirmou hoje ter ficado surpreendido com o anúncio do corte de 30 por cento e admitiu que haja uma redução da oferta cultural.
“[Recebi a notícia] com alguma surpresa. Porque apesar de ter a noção que a situação económica do país é complexa, difícil e que isto poderia tocar a todos, não esperava que fosse feita da forma como foi”, disse à Lusa Braga da Cruz, que se referia ao tratamento por igual dado a quase todas as instituições, ou seja, equivalente para “aqueles que fazem melhor” e para “quem faz mal”.
De acordo com a resolução publicada na terça-feira em Diário da República, a Coleção Berardo, Serralves e a Casa da Música veem os apoios reduzidos em 30 por cento, enquanto o Centro Cultural de Belém recebe um corte de 20 por cento, algo que Braga Cruz não compreende, mas acredita que “há de ser explicado um dia”.
O presidente da Fundação de Serralves teme que o impacto do anúncio feito na terça-feira seja sentido já este ano, mas acredita que o público vai compreender qualquer alteração.
Em dezembro, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantia, no final do Conselho de Fundadores de Serralves, que a transferência anual do Estado para a Fundação se iria manter em 2012 (quatro milhões de euros).
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Fonte: RTP, 26.09.2012

