Indefinição da política cultural do Governo gera contestação

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A contestação tem sido visível em conferências, manifestações e cartas abertas, em acções no Parlamento e em conversas de café, nos corredores dos teatros nacionais e nas páginas dos jornais. O ano de governação na área da Cultura não foi só difícil, algo que já se previa dados os cortes orçamentais, foi conturbado e, na opinião de muitos dos criadores, profissionais do património e do cinema, altamente lesivo para o tecido artístico, traduzindo-se numa fragilização das estruturas que trabalham no terreno e num empobrecimento da oferta cultural de teatros, museus e centros de exposições espalhados pelo país.
Como seria de esperar, o gabinete de Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, contesta a avaliação e, na parte que lhe compete do documento em que o executivo PSD-CDS faz o ponto da situação das medidas inscritas no Programa do XIX Governo Constitucional, assim como nas respostas enviadas ao PÚBLICO, procura demonstrar que não esteve de braços cruzados.

Fonte: Público
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