A Câmara de Abrantes tem tudo a postos para avançar com a primeira fase do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), tendo adiantado que apenas aguarda pela reabertura do acesso aos fundos comunitários para iniciar a obra.
Com um investimento inicialmente estimado de 13 milhões de euros, o projecto de criação do museu desenhado pelo arquiteto Carrilho da Graça, implicava a construção de uma torre de 27 metros de altura no centro histórico da cidade para acolher as cerca de cinco mil peças que integram as coleções de ourivesaria, numismática, armaria, arquitetura romana, medieval e moderna e arte sacra dos séculos XVI a XVIII, entre outras colecções que Ernesto Estrada recolheu ao longo de meio século.
Esse projecto tem gerado forte controvérsia na cidade, dadas as características do edifício e a sua zona de implantação, junto ao Convento de São Domingos, bem como pelo orçamento previsto.
(…)
A autarca disse que o MIAA vai ser construído por duas fases, tendo adiantado que a primeira engloba a requalificação e musealização do Convento de São Domingos, no âmbito de um projecto de regeneração urbana “fundamental para a revitalização do centro histórico”, num valor que estimou em cerca de cinco milhões de euros.
(…)
Promovido pelo município e pela Fundação Estrada, o MIAA tem o propósito de apresentar as coleções de arqueologia, de história e de arte, desde a pré-história até à época contemporânea, reunidas pelas duas instituições, e ainda duas coleções do escultor Charters de Almeida e da pintora Maria Lucília Moita, falecida recentemente.
Fonte: O Mirante
