Os investigadores e fadistas Vítor Duarte Marceneiro e Daniel Gouveia afirmam-se cépticos quanto às vantagens para o Fado, caso a sua candidatura a património imaterial da humanidade saia vencedora no final do mês.
De 22 e 28 de Novembro em Bali, na Indonésia, reúne-se a VI Convenção da UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), durante a qual o Comité Inter-Governamental, constituído por 24 países, dá o seu veredicto sobre a candidatura portuguesa.
«O parecer [altamente elogioso] do comité de sábios da UNESCO sobre a candidatura portuguesa é muito positivo», disse à agência Lusa Daniel Gouveia que se afirmou «cauteloso» e aconselhou que «não devemos embandeirar em arco».
Questionado pela Lusa sobre quais as possíveis consequências para o universo fadista caso Fado seja inscrito na Lista do Património Imaterial da Humanidade, Vítor Duarte Marceneiro respondeu: «Não sei».
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Para Daniel Gouveia, membro da Comissão Consultiva da candidatura, «a maior incógnita é quanto ao comportamento das instituições oficiais, o que o Governo, o Estado, vai fazer com este galardão».
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A candidatura do Fado a património imaterial foi apresentada publicamente pela Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC/Museu do Fado em Junho de 2010, e será votada no 6.º Comité Inter-Governamental da Convenção da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que se reúne de 22 a 29 deste mês em Bali.
A candidatura portuguesa está entre as sete recomendadas pelo comité de peritos da UNESCO, ao lado do conhecimento dos jaguares, pelos xamãs da tribo ameríndia colombiana Yurupari, da música Mariachi, do México, das danças Nijemo Kolo da Dalmácia (Croácia), da música e dança tsiattista do Chipre, e a cavalgada de reis da Morávia (República Checa).
Fonte: SOL
