IMC quer reduzir entradas gratuitas nos museus e palácios a um domingo por mês

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O número de entradas gratuitas nos museus e palácios nacionais – 61 por cento – é “claramente exagerado” e o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) está a preparar medidas para o reduzir, se possível já a partir do Verão, disse ontem ao PÚBLICO João Brigola, director do IMC.
A ideia, explicou Brigola, será reduzir as entradas gratuitas a um domingo por mês e não todos os domingos, como acontece actualmente. A aplicar-se esta medida (e com uma “pequena actualização” dos preços, que também está a ser estudada), e se o número de visitantes se mantiver, o IMC conseguiria aumentar a sua receita em cerca de 800 mil euros anuais. “Na situação em que estamos, o país não se pode dar ao luxo de ter níveis tão elevados de gratuitidade”, diz o director do IMC.
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Brigola não receia que a diminuição das entradas gratuitas que está a ser pensada – “ainda não está decidida”, sublinhou – afecte de forma dramática o número de visitantes, sublinhando que a queda de 2009 para 2010 foi muito ligeira e que mesmo que se verifique nova diminuição, “o que daí resulta [em termos de receita] é sempre um ganho”.
Dos 61 por cento de visitantes que entram gratuitamente, 24 por cento entram no regime de entrada livre, 16 por cento aproveitam a gratuitidade aos domingos e feriados, outros 16 por cento estão integrados em visitas escolares, e três por cento são jovens com menos de 14 anos. Dos restantes 39 por cento, que pagam, há ainda um grupo de 12 por cento que, por diversas razões, beneficia de descontos.
Outra conclusão apresentada por Nuno Fradique é a de que são sobretudo os portugueses os que mais aproveitam a possibilidade de visitar museus e palácios gratuitamente, e são maioritariamente os estrangeiros a pagar bilhete.

Fonte: Público, 06/04/2011

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