Lisboa quer classificar imóveis do século XX

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«Um antigo armazém de vinhos, o edifício do Atlético Clube de Portugal, a Casa dos Açores e dois prédios de habitação perfazem a nova lista de imóveis que a Câmara de Lisboa quer classificar como “de interesse municipal”. Segundo as propostas da vereadora da Cultura agendadas para a reunião do executivo, que hoje se realiza, importa “dar maior atenção ao património arquitectónico do século XX”, de que os cinco imóveis são exemplo, como recomendado pelo Conselho da Europa.
É também referido que, neste tipo de classificação de âmbito municipal, foi dada prevalência ao período entre o início do século XX até ao Estado Novo por a maioria das construções da época estarem “em áreas de maior apetência para a intervenção imobiliária” e “onde se verifica uma maior destruição”. É o caso do edifício habitacional com os números 27 a 27E da Avenida Defensores de Chaves (São Jorge de Arroios), projectado em 1937 pelo arquitecto Cassiano Branco.
Projectado em 1914 por Miguel Nogueira Júnior, o prédio da esquina da Avenida Luís Bívar (2 a 6) com a Rua Tomás Ribeiro (58 e 60), em São Sebastião da Pedreira, é o outro edifício de habitação colectiva da lista, pela sua “elaborada expressão formal” e “qualidade de integração urbana”, segundo refere a Lusa.
Outrora uma grande residência unifamiliar, a Casa dos Açores, desenhada por Miguel Nogueira na freguesia da Lapa, foi edificada em 1922 e reflete um período de um grande eclectismo, com apontamentos da “casa portuguesa” à tradição beaux arts. Também em processo de classificação estão o edifício Abel Pereira da Fonseca, antigo armazém de vinhos construído entre 1916 e 1917 em Marvila, com desenho de Manuel Norte Júnior e ainda hoje uma “referência do património industrial da cidade”, e o edifício do Atlético Clube, nos Prazeres, concebido para a Casa do Povo d”Alcântara e construído entre 1904 e 1907.
Na reunião será também votada a transferência de cerca de 860 mil euros para os Serviços Sociais da câmara, a primeira atribuição de verbas depois de o Tribunal de Contas ter indicado no final de 2009 a suspensão de transferências das autarquias para este tipo de serviços.»

Fonte: Público, 9/o3/2011

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